Royalties de Franquias: entenda como funcionam os diferentes modelos de cobrança e como descobrir o melhor custo-benefício para você

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Royalties de Franquia

Descobrir a melhor franquia para investir requer que você considere uma série de fatores inciais: afinidade com o setor do mercado escolhido (calçados, alimentação, limpeza, vestuário, etc.), estudo das tendências do segmento, valor do investimento inicial e análise do suporte oferecido pelas franqueadoras. Depois dessa análise, você começa a se preocupar com especificações do contrato que irão afetar diretamente o lucro do negócio. Um dos pontos que mais gera dúvidas é a taxa de royalties de franquia.

Nesse texto, você vai entender os principais modelos de cobrança de royalties e saber como descobrir o melhor custo-benefício.

O que são royalties de franquia?

Segundo a lei brasileira de franchising (lei Nº 8.955/94), royalties de franquias são uma “remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em troca dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao franqueado”. A legislação não estabelece critérios para balizar o cálculo dos royalties, ficando a cargo da franqueadora elaborar a cobrança.

Porém, a lei exige que o contrato de franquia contenha informações claras sobre a cobrança dos royalties, incluindo a base do cálculo. É fundamental que antes de assinar o contrato, você entenda todos os detalhes de como funciona o modelo de cobrança de royalties da franqueadora.

Modelos de cobrança dos royalties

Existem diferentes modelos de cobrança dos royalties. Cada franqueadora adota a forma mais adequada ao seu modelo de negócio. Veja os principais:

  • Percentual sobre o faturamento ou lucro

Segundo a pesquisa de Maria Teresa Somma, autora de livros sobre franquias e consultora na área de expansão de negócios, a forma mais recorrente consiste em fixar um percentual sobre um dos seguintes fatores: faturamento mensal bruto, faturamento líquido ou lucro líquido da franquia. As empresas que mais lançam mão desse formato são as de limpeza e conservação (71%), alimentação (69%), construção e imobiliárias (66%), negócios, serviços e conveniências (61%) e livrarias (60%).

Esse modelo garante que a taxa de royalty seja proporcional ao desempenho da unidade. O cálculo é até simples e cabe a você apenas repassar a quantia de acordo com a porcentagem indicada.

  • Valor fixo

Outra possibilidade é a rede franqueadora determinar um valor fixo ao franqueado. Nesse caso, independentemente dos resultados do faturamento, você terá que pagar o mesmo montante. Para o franqueado, pode ser uma vantagem ou não. Nos meses em que a arrecadação for maior, ótimo. Por outro lado, você pode sentir ainda mais o peso em períodos de vendas fracas.

  • Valor mínimo ou percentual, dependendo do faturamento

Existe também a opção de cobrança em que a franqueadora alia os dois modelos acima e opta pelo que for mais vantajoso no momento. É uma forma da rede assegurar um valor mínimo na cobrança dos royalties. Funciona assim: imagine que a franquia tenha estabelecido um royalty de R$ 3.000,00 ou 5% sobre o faturamento bruto. Conforme o acordo, você só terá de pagar R$ 3.000,00 quando os 5% do faturamento mensal não excederem este valor. Por exemplo, se 5% corresponder a R$ 2.500,00, a empresa cobrará o valor fixo. Caso contrário, basta repassar o percentual.

  • Percentual sobre as vendas da franqueadora para o franqueado

Há ainda um sistema menos usual em que o royalty é baseado em um percentual do somatório das vendas feitas pela rede franqueadora à unidade. Esse modelo é posto em prática pelas franqueadoras que são fornecedoras exclusivas dos respectivos franqueados ou responsáveis pela negociação com os fornecedores e pelo posterior abastecimento das franquias. É o caso de móveis, decoração e presentes (57%), cosméticos e perfumarias (37%), acessórios pessoais e calçados (36%) e vestuário (30%). Tal método de cobrança é favorável ao franqueador, que tem controle total sobre o valor a reaver e bom também para para o franqueado, que consegue crescer junto com a empresa.

Esses são os modelos principais, porém não esgotam a variedade de cobranças que cada franquia pode desenvolver. Inclusive, existem franqueadores que sequer reivindicam uma taxa de royalties no contrato de franquia.

Qual o melhor modelo de royalties de franquia para você?

Não é possível dizer que existe um modelo de cobrança de royalties melhor que os demais. Cada modelo tem suas particularidades, e o importante é que haja transparência nas regras de cobrança e que o franqueado tenha acesso a essas regras na COF.

É essencial que, ao comparar duas ou mais franqueadoras do ponto de vista financeiro, não se leve em conta somente os royalties. É preciso analisar o modelo como um todo e saber qual o impacto dos royalties no resultado final esperado.

Nessa discussão, o mais importante é certificar-se de que o cálculo seja coerente e justo. Conforme a especialista em franquias Lyana Bittencourt disse na Exame.com, “no sistema de franquias, deve prevalecer sempre a relação ganha-ganha”.

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