Investir em franquia é um bom negócio?

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As franquias entraram de vez no mapa de quem quer empreender no Brasil. Mesmo num cenário em que só se fala de crise, segundo a ABF – Associação Brasileira de Franquias, o mercado de franquias vem crescendo de forma consistente nos últimos anos e tem se mostrado uma boa alternativa para quem quer abrir o próprio negócio. Mas o que, de fato, torna as franquias um bom investimento? Entenda as principais vantagens e desafios de abrir uma franquia no Brasil.

Franquias representam um modelo de negócio testado

O menor índice de risco deve-se principalmente ao fato de que as franquias representam um modelo de negócio testado. A marca conta com um registro histórico dos resultados das operações anteriores. Com base nisso, o interessado em investir pode analisar os dados passados e fazer projeções, diminuindo suas incertezas.

O histórico de operações da franquia também marca a diferença entre abrir uma unidade franqueada e uma empresa do zero. No sistema de franquias, a maturação do negócio é mais rápida, justamente pela adoção de um modelo experimentado e comprovado de sucesso.

Há suporte do franqueador

As franqueadoras oferecem um rico material para que você esteja minimamente preparado para gerir a franquia. Itens como o manual do franqueado e o plano de negócios são ferramentas concedidas pelas redes e importantes para refinar a gestão do seu tempo e dos recursos disponíveis.

A maioria das redes franqueadoras também envia um consultor de campo para visitar o estabelecimento com uma frequência semanal ou mensal e acompanhar do andamento do negócio. Isso pode ajudar na identificação de erros cometidos por você ou pela sua equipe de colaboradores, o que é ótimo, especialmente para quem está administrando um negócio pela primeira vez. Em suma, o novo franqueado conta com a experiência do franqueador e de toda a rede para superar todos os desafios que ele vai enfrentar como empreendedor.

O faturamento das franquias aumentou, apesar da crise

O faturamento das franquias cresceu 8,3%, segundo dados divulgados pela ABF, quando comparados os anos de 2014 e 2015. A estatística é relevante se você considerar a retração de mais de 3% do PIB e o noticiário político-econômico. E não se trata de um episódio momentâneo, mas de uma tendência que vem se consolidando ano após ano. Veja a comparação entre a variação de faturamento das franquias e o crescimento do PIB, desde 2011:

Faturamento das Franquias        Crescimento do PIB
2011/2012   20,75%     2011/2012    1,90%
2012/2013   10,22%     2012/2013    3,00%
2013/2014   8,96%     2013/2014    0,10%
2014/2015   8,30%     2014/2015   -3,80%

Menor taxa de mortalidade

Outra estatística que comprova o quanto as franquias são um bom negócio, inclusive na crise, é a seguinte: segundo pesquisa divulgada pelo Estadão, o percentual de mortalidade entre franquias no primeiro ano de funcionamento é de somente 3%. O número é bem pequeno se comparado com empresas do varejo (26%) e pequenos negócios (23%) com pouco tempo de mercado. Junte a esses dados um estudo da SEBRAE dizendo que enquanto 80% das empresas fecham as portas nos primeiros 5 anos, o mercado de franquias apresenta taxa de apenas 15%.

Mais visibilidade e apoio nas negociações

Parte dessa diferença vista nas estatísticas se explica pela vantagem competitiva do franqueado em termos de visibilidade e suporte nas negociações. Em relação à visibilidade da marca, há a vantagem competitiva de poder negociar produtos já testados no mercado e com um trabalho de imagem da marca consolidado.

Soma-se a isso o suporte dado pela franqueadora nas negociações, desde o ponto de vendas até o fornecimento dos produtos, que permite ao franqueado tomar as melhores decisões e diminui eventuais prejuízos financeiros.

Mas, para sua franquia dar certo, você precisa se esforçar

O grande risco de quem investe em franquia é pensar que não é necessário muito trabalho para gerenciá-la ou que é preciso apenas contratar alguém para exercer esse papel. O erro está em pensar que o negócio vem pronto e que, por isso, a gestão é simplificada.

Bem, ainda não criaram uma modalidade de investimento que não exija contrapartida do investidor. Não é à toa que 4,4% das unidades franqueadas que estavam abertas no início de 2015 foram fechadas. Por mais que as bases para colocar o negócio em prática sejam concedidas pela franqueadora, cabe ao franqueado fazer uma boa gestão para que os objetivos sejam concretizados.

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